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Ricardo C.'s avatar

Teus escritos descem devagar pela goela, feito uma torrada mal mastigada onde um pedaço maior do que deveria começa a machucar o esôfago até te fazer lacrimejar e te obriga a esticar a mão, pegar a xícara ou o copo ou o que quer que contenha algo líquido e tomar um gole mais longo, tomara que a bebida que for não esteja muito quente pro estrago não ser duplicado. Mas depois que o nó se desfaz e a dor diminui volta-se à lembrança de que torradas são ótimas pela manhã, não à toa costumamos passar com frequência pelo mesmo café. Obrigado por isso.

Mariana Amaral's avatar

texto maravilhoso! pensei muito já (e conversei com amigas) sobre como a tetralogia conta de uma periferia da europa - não só o bairro é a periferia de nápoles, mas nápoles é a periferia da itália e a itália é uma certa periferia da europa central mais rica -, por isso também é possível traçar paralelos com o que vivemos cá na nossa periferia. mas a dimensão da racialização das duas tinha me escapado até agora. adorei. e o livro da denise tá na minha estante esperando um tempinho para ser lido, parece importantíssimo. obrigada pela reflexão!

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